Ontem, os negociadores procuraram quebrar um impasse nas negociações climáticas da ONU, depois de os líderes do G20 terem apoiado a necessidade de “biliões” de dólares para os países mais pobres, mas terem deixado pontos de discórdia importantes por resolver.

Os ministros presentes na conferência COP29 no Azerbaijão aguardavam ansiosamente pela reunião do G20 no Rio de Janeiro para emitir uma declaração que pudesse impulsionar as negociações paralisadas.

Embora a falta de uma frase apelando à “transição para longe dos combustíveis fósseis” tenha desapontado os activistas, a declaração sobre o financiamento climático foi recebida com cautela no estádio desportivo que acolheu as conversações.

“As delegações do G20 agora têm suas ordens de marcha aqui em Baku”, disse o chefe da ONU para o clima, Simon Stiell, em um comunicado.

“Precisamos urgentemente que todas as nações contornem a postura e avancem rapidamente em direção a um terreno comum, em todas as questões”, disse ele.

As nações ricas estão a ser instadas a aumentar significativamente o seu compromisso de 100 mil milhões de dólares por ano em financiamento para os países mais pobres tomarem medidas contra as alterações climáticas.

Mas os esforços para finalizar o acordo em Baku são dificultados por disputas sobre quanto o acordo deverá implicar, quem deverá pagá-lo e que tipos de financiamento deverão ser incluídos.

O presidente do G77+China, um agrupamento de nações em desenvolvimento, disse à AFP que a declaração do Rio era um “bom alicerce” para as negociações climáticas, já que os líderes do G20 reconheceram que as necessidades rondavam os “biliões” de dólares.

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