Uma lei de anistia que está sendo considerada na legislatura da Venezuela e que concederia clemência imediata a pessoas presas por participarem de protestos políticos ou criticarem figuras públicas obteve a aprovação inicial do legislador na quinta-feira.

De acordo com um rascunho visto pela Reuters, o projeto de lei também devolveria os bens dos detidos e cancelaria a Interpol e outras medidas internacionais anteriormente emitidas pelo governo, permitindo que figuras da oposição no exílio voltassem para casa.

O projecto de lei foi aprovado por unanimidade na primeira das duas votações necessárias na Assembleia Nacional, que é controlada pelo partido socialista no poder. A data para uma segunda sessão para debater o assunto ainda não foi definida.

A lei de anistia, anunciada na semana passada pelo presidente interino Rodriguez, levaria à libertação de centenas de pessoas se fosse aprovada em sua forma atual e provavelmente agradaria a administração Trump, que tem saudado a libertação de prisioneiros.

O irmão de Rodriguez, Jorge Rodriguez, o chefe da assembleia, descreveu a lei como um passo difícil, mas necessário. “O caminho desta lei será cheio de obstáculos, cheio de momentos amargos… não só teremos que engolir em seco… mas também engolir sapos”, disse ele. “Pedimos perdão e também temos que perdoar.”

A oposição e os grupos de direitos humanos da Venezuela afirmam há anos que o governo tem utilizado as detenções para reprimir a dissidência de políticos, membros dos serviços de segurança, jornalistas e activistas, acusando-os arbitrariamente de crimes.

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