Um juiz do Supremo Tribunal Federal do Brasil atendeu na terça-feira ao pedido do ex-presidente Jair Bolsonaro para cumprir temporariamente sua pena em prisão domiciliar após receber alta de um hospital para tratamento de broncopneumonia.
“Autorizo a prisão domiciliar humanitária temporária… por um período inicial de 90 dias”, disse o ministro Alexandre de Moraes em documento judicial obtido pela AFP, acrescentando que o período poderá ser renovado em caso de necessidade médica.
O ex-presidente de extrema direita, de 71 anos, foi condenado a 27 anos de prisão em setembro passado por uma tentativa de golpe de Estado em 2022.
“Obrigado, Deus!” sua esposa, Michelle Bolsonaro, postou no Instagram após a divulgação da decisão da justiça.
Desde meados de janeiro, Bolsonaro cumpria pena no complexo penitenciário da Papuda, em Brasília.
No dia 13 de março, ele foi internado em uma clínica particular da capital após adoecer em sua cela.
Depois de mais de uma semana no hospital, ele foi transferido para um quarto de internação regular na segunda-feira e seus advogados apresentaram uma petição solicitando que lhe fosse concedida prisão domiciliar por motivos humanitários.
Em sua decisão, o ministro disse que Bolsonaro seria obrigado a usar monitor eletrônico e não teria permissão para usar telefone ou redes sociais para se comunicar. Ele pode receber visitas de familiares, advogados e médicos.
Segundo sua equipe médica, a infecção de Bolsonaro é resultado de um episódio de aspiração brônquica ligado aos efeitos de uma facada no abdômen que ele sofreu durante sua campanha para presidente em 2018.
Enquanto estava na prisão, ele escolheu seu filho mais velho, o senador Flávio Bolsonaro, como candidato às eleições presidenciais de outubro.
A menos de sete meses do fim, algumas pesquisas de opinião mostram um empate entre o jovem Bolsonaro e o presidente de esquerda Luiz Inácio Lula da Silva, que busca um quarto mandato.