As autoridades turcas detiveram um correspondente da emissora internacional alemã Deutsche Welle, apoiada pelo Estado, em Ancara, acusando-o de “disseminar informações enganosas” e de “insultar o presidente”.
O Gabinete do Procurador-Geral de Istambul disse em comunicado na noite de ontem que deteve Alican Uludag e iniciou uma investigação criminal com base em algumas de suas postagens nas redes sociais. Ele será levado perante os promotores hoje.
A Deutsche Welle, ou DW, disse que o correspondente, que trabalha para a emissora há anos, foi preso em Ancara e levado à polícia de Istambul.
A diretora-geral da DW, Barbara Massing, considerou as acusações infundadas e disse que a prisão foi “um ato deliberado de intimidação e mostra quão severamente o governo está reprimindo a liberdade de imprensa”.
A DW disse que as acusações contra Uludag estão relacionadas com as suas críticas às medidas do governo turco que levaram à libertação de supostos militantes do Estado Islâmico, numa publicação na plataforma de mídia social X que ele fez há cerca de um ano e meio.
Um porta-voz do governo alemão disse que Berlim está profundamente preocupada com a detenção do jornalista, acrescentando que a DW deve poder reportar de forma independente na Turquia.
“Os jornalistas, em particular, devem poder realizar o seu trabalho livremente e sem medo de repressão”, disse o porta-voz.