A retomada do transporte marítimo através do Estreito de Ormuz parecia estagnada na quinta-feira, com apenas seis petroleiros transitando pela porta do Golfo Pérsico, segundo dados do Kepler Trade Intelligence Group.
Na quarta-feira, 21 desses navios passaram pela hidrovia, mas também houve uma escalada acentuada nos ataques retaliatórios por parte do Irão e dos Estados Unidos, desencadeados pelo ataque do Irão a vários petroleiros no início desta semana.
Rede de transporte marítimo Dados divulgados no início do dia mostraram que havia apenas três petroleiros no estreito, dois dos quais estão sujeitos a sanções dos EUA devido aos laços com o Irão, e todos navegavam ao longo da parte norte da hidrovia designada pelo Irão.
O presidente Trump anunciou um cessar-fogo na quarta-feira, mas deixou a porta aberta para mais negociações, com analistas dizendo que o caminho para uma paz duradoura nunca será fácil.
“Via e vem, é isso que estou ansioso, não apenas durante o verão, mas praticamente até o final do ano, até conseguirmos um acordo concreto entre Teerã e Washington”, disse Andrew Wilson, chefe de pesquisa da corretora de navios BRS, em um webinar na quinta-feira organizado pela revista marítima Lloyd’s List.
“Estamos certamente numa posição melhor do que estávamos em Março e Abril, mas até conseguirmos algum tipo de acordo substancial… tudo irá permanecer muito, muito fluido”, acrescentou.
“Não vamos voltar a 27 de fevereiro, acho que todos entendem isso”, disse Richard Meade, editor-chefe do Lloyd’s List, em entrevista coletiva na quinta-feira. “Um acordo provisório de 60 dias sem muitas garantias nunca mudará realmente as decisões de transporte.”






