Os ataques com mísseis iranianos mataram três mulheres palestinas na Cisjordânia ocupada e um trabalhador estrangeiro no centro de Israel, disseram médicos na quinta-feira.
A queda de estilhaços atingiu um salão de cabeleireiro na cidade de Beit Awa, na Cisjordânia, perto de Hebron, na noite de quarta-feira, matando as três mulheres, de acordo com a Sociedade do Crescente Vermelho Palestino, marcando as primeiras mortes de palestinos em ataques iranianos na guerra em curso no Oriente Médio.
As vítimas incluem um adolescente, Mays Ghazi Masalmeh, de 17 anos, segundo a agência de notícias oficial palestina Wafa.
O Crescente Vermelho disse que pelo menos outras oito pessoas ficaram feridas, incluindo uma mulher em estado crítico.
Wafa informou que o salão foi montado em um trailer de metal próximo a uma casa.
Imagens da AFP mostraram trabalhadores da defesa civil dentro da caravana, cujo teto parecia ter sido perfurado pela queda das munições. Um tapete e lençóis estavam cobertos de sangue.
A agência de notícias disse que fragmentos de mísseis caíram em vários locais da Cisjordânia, inclusive na cidade de Hebron, depois que os militares de Israel relataram outra rodada de lançamentos de mísseis iranianos.
Pouco tempo depois, médicos israelenses disseram que o disparo de mísseis iranianos matou um homem no centro de Israel, elevando para 15 o número de mortos em Israel em ataques durante a guerra em curso.
O serviço de emergência médica israelense Magen David Adom descreveu a vítima como um “trabalhador estrangeiro”, com relatos da mídia israelense dizendo que ele era um cidadão tailandês que trabalhava na agricultura.
Ele foi morto em Moshav Adanim, uma cidade a cerca de 20 quilômetros (12 milhas) a nordeste de Tel Aviv e a menos de oito quilômetros da Cisjordânia, segundo o serviço médico.
Um comunicado do Magen David Adom citou seu médico Idan Shina dizendo que “estilhaços de metal foram espalhados pela cena”, onde o homem foi encontrado morto com “graves ferimentos por estilhaços”.
– ‘Não provocado’ –
Os militares israelenses disseram anteriormente ter identificado uma rodada de mísseis do Irã, que estavam “operando para interceptar”.
Desde esse ataque, os militares relataram várias outras ondas de ataques iranianos, desencadeando alertas de ataques aéreos em partes do centro e norte de Israel, bem como em assentamentos na Cisjordânia.
A Guarda Revolucionária do Irã disse ter lançado mísseis e drones contra alvos em Israel, de acordo com um comunicado divulgado pelas agências de notícias iranianas Fars e ISNA.
A mídia israelense disse que algumas das barragens noturnas viram o uso de munições cluster, que explodem no ar e espalham bombas por uma ampla área.
O Irã e Israel já se acusaram mutuamente de usar bombas coletivas.
O vice-presidente palestino, Hussein al-Sheikh, recebeu um telefonema do ministro das Relações Exteriores dos Emirados Árabes Unidos, xeque Abdullah bin Zayed Al Nahyan, para condenar o ataque mortal com mísseis iranianos, de acordo com a mídia estatal dos Emirados Árabes Unidos.
O principal diplomata dos Emirados “condenou veementemente o ataque não provocado e terrorista de mísseis iranianos contra a Cisjordânia, que resultou em várias vítimas civis”, disse a agência de notícias oficial WAM.
Os próprios EAU sofreram numerosos ataques iranianos desde o início da guerra, em 28 de Fevereiro, quando os Estados Unidos e Israel lançaram uma onda massiva de ataques ao Irão.