O número de migrantes que morreram na “Rota Oriental” do Corno de África para a Península Arábica duplicou para um recorde de 922 no ano passado, informou quarta-feira a agência de migração da ONU.

Dezenas de milhares de migrantes da Etiópia, Somália e países vizinhos atravessam o Mar Vermelho todos os anos, principalmente do Djibuti para o Iémen, em busca de trabalho como trabalhadores ou trabalhadores domésticos em países ricos do Golfo.

“2025 foi o ano mais mortal alguma vez registado na rota da migração oriental… com 922 pessoas mortas ou desaparecidas – o dobro do número do ano anterior”, disse Tanja Pacifico, chefe de missão da Organização Internacional para as Migrações (OIM) no Djibuti, à AFP.

A maioria das vítimas era da Etiópia, o segundo país mais populoso de África, com mais de 130 milhões de pessoas. É atormentado por múltiplos conflitos internos e pobreza profunda.

“A OIM continua totalmente empenhada em trabalhar ao lado do governo do Djibuti para promover vias de migração seguras e dignas, a fim de evitar novas tragédias”, disse Pacifico.

Muitos migrantes que atravessam o Mar Vermelho ficam presos no Iémen, o país mais pobre da Península Arábica, que está envolvido numa guerra civil há quase uma década, e alguns até optam por regressar.

O rápido crescimento económico na Etiópia – estimado em cerca de 10 por cento em 2026 – poderia encorajar menos migração, diz a OIM, mas isso é mitigado pela inflação elevada, também em torno de 10 por cento em Fevereiro.

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