Cerca de 300.000 sul-sudaneses fugiram do país só em 2025, em grande parte devido à escalada do conflito, disse a Comissão das Nações Unidas para os Direitos Humanos na segunda-feira.
O Sudão do Sul tem sido assolado por instabilidade política e violência étnica desde que conquistou a independência do Sudão em 2011.
Um frágil acordo de partilha de poder entre o Presidente Salva Kiir e o seu primeiro vice-presidente, Riek Machar, suspenso no mês passado, tem vindo a ser desfeito há meses no país mais jovem do mundo.
“Os confrontos armados estão a ocorrer numa escala nunca vista desde que a cessação das hostilidades foi assinada em 2017, com os civis a suportarem o peso das violações dos direitos humanos e dos deslocamentos”, afirmou a ONU num comunicado.
“As mulheres continuam a ser desproporcionalmente afectadas, suportando os maiores fardos e riscos de deslocação forçada”, continua a declaração.
A presidente da Comissão, Yasmin Sooka, atribuiu a crise às “escolhas deliberadas” dos líderes do Sudão do Sul, dizendo que eles “colocaram os seus interesses acima dos do seu povo”.





