Em 17 de Novembro, o Conselho de Segurança da ONU aprovou uma resolução endossando formalmente o plano de paz dos EUA para Gaza. Foi um grande momento para a administração do presidente Donald Trump, que passou meses a negociar um cessar-fogo entre Israel e o Hamas e a fazer lobby junto de outros países para apoiarem os princípios fundamentais do plano: estabelecer uma chamada força de estabilização internacional destinada a proporcionar estabilidade ao enclave devastado; formar uma administração interina sob um conselho de paz liderado por Trump; A iniciativa de desarmamento e reconstrução massiva do Hamas.

“Aproveitaremos a oportunidade hoje para acabar com décadas de derramamento de sangue e tornar a paz duradoura uma realidade”, disse o embaixador dos EUA nas Nações Unidas, Michael Waltz, após a votação.

A realidade no terreno é muito menos otimista. Quase oito semanas depois de concordar com isso, o plano de paz de Trump permanece moribundo. O melhor que se pode dizer é que os estimados 2 milhões de palestinianos em Gaza já não estão sujeitos a bombardeamentos diários e os soldados israelitas já não são emboscados nas áreas densamente povoadas das principais cidades de Gaza. Mas a falta de progressos noutros aspectos do plano, incluindo a criação de uma força policial internacional destinada a preparar o caminho para uma retirada total das tropas israelitas do território, sugere que as exigências bombásticas de paz de Trump são equivocadas.

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