Árbitro assistente de vídeo causa polêmica toda semana no Primeira Ligamas como as decisões são tomadas e elas estão corretas?
Nesta temporada, daremos uma olhada nos principais incidentes para examinar e explicar o processo, tanto em termos do protocolo VAR quanto das Leis do Jogo.
Crédito da captura de tela: BBC, TNT
Andy Davies (@andydaviesref) é ex-árbitro do Select Group, com mais de 12 temporadas na lista de elite, atuando na Premier League e no Campeonato. Com vasta experiência no nível de elite, ele atuou no espaço VAR na Premier League e oferece uma visão única dos processos, lógica e protocolos que são entregues em uma jornada da Premier League.

Nottingham Forest 0 x 1 Liverpool
Árbitro: Anthony Taylor
NOSSO: Paulo Tierney
Tempo: 90 minutos
Incidente: O Liverpool tem um gol anulado por uma ofensa de handebol na preparação.
O que aconteceu: O zagueiro florestal Ola Aina tentou limpar a bola, mas a bola ricocheteou em Alexis Mac Allister e entrou no gol.
Foi decisão: Após revisão do VAR, o árbitro anulou a decisão original do gol para o Liverpool.
O anúncio de Taylor revelou: “Após revisão, a bola atinge o braço do artilheiro, número 10 do Liverpool (Mac Allister). Portanto, é uma mão acidental do artilheiro, então a decisão final é um tiro livre direto.”
Revisão do VAR: Uma rápida revisão de Tierney identificou que a bola havia desviado de parte do braço de Mac Allister antes de ir para o gol do Forest (com o nível de tolerância na altura da manga).
Veredicto: Esta foi uma intervenção correta do VAR para esta reviravolta, independentemente de quão dura será para o Liverpool.
A lei estabelece que um gol não pode ser marcado com o uso da mão/braço, mesmo que seja acidental ou um ato não deliberado.
Tempo: 97 minutos
Incidente: Uma verificação do VAR para impedimento de Virgil van Dijk antes do gol de Mac Allister.
O que aconteceu: Mac Allister acertou em cheio, mas foi necessária uma verificação do VAR para Van Dijk quando o cruzamento apareceu, já que o zagueiro holandês desempenhou um papel importante para que Mac Allister conseguisse chegar à bola.

Foi decisão: Após revisão do VAR, o gol foi mantido.
Revisão do VAR: Outra revisão relativamente rápida, já que a tecnologia semiautomática mostrou que Van Dijk estava marginalmente em jogo.
Veredicto: Um jogo acirrado, mas Van Dijk estava de fato apenas em jogo, apesar da aparência dos replays iniciais.
2:02
O Man City está mais confiante na disputa pelo título após a vitória contra o Newcastle?
Don Hutchison e Steve Nicol discutem as aspirações do Man City ao título da Premier League após a vitória sobre o Newcastle.
Manchester City 2 x 1 Newcastle United
Árbitro:Tom Bramall
NOSSO: James Bell
Tempo: 42 minutos
Incidente: Gol anulado por impedimento.
O que aconteceu? Newcastle Dan Burns acenou com a cabeça na cobrança de falta de Sandro Tonali, mas o gol foi anulado por impedimento. No entanto, os replays mostraram que Burn estava em posição de impedimento apenas porque foi empurrado pelo zagueiro do City. Rúben Dias.
Decisão VAR: O VAR verificou e anulou a decisão em campo de nenhum gol, confirmando que havia sido cometido um impedimento.

Revisão do VAR: Bell estaria bem ciente de que houve uma ação deliberada de Dias sobre Burn antes do gol ser marcado. Com o zagueiro do Newcastle claramente em posição de impedimento ao marcar, a verificação do VAR centrou-se na possível falta que antecedeu o gol e se ela atendia aos critérios para um possível pênalti.
Foi um empurrão claro e deliberado; porém, a bola não havia sido jogada por Tonali no momento do empurrão e, portanto, o VAR não conseguiu intervir porque a bola não estava ativa.
Na verdade, a Lei 12 diz: Os pontapés-livres directos e indirectos e os pontapés de grande penalidade só podem ser concedidos por infracções cometidas quando a bola está em jogo.
Veredicto: Assistindo aos replays, os jogadores do Newcastle e seus torcedores se sentirão prejudicados nesta situação, o que é compreensível. A realidade é que esta foi uma acção calculada por parte de Dias e da defesa do City, que compreenderam claramente a lei e cronometraram o ataque com perfeição.
Dentro das leis do jogo, nenhuma infração poderia ter sido cometida aqui, e somente o árbitro pode intervir para administrar o contato físico antes da bola entrar em jogo. O VAR não tem competência para se envolver sem a bola em jogo, a menos que tenha ocorrido um ato de conduta violenta, o que não foi o caso aqui.
Tempo: 51 minutos
Incidente: Possível segundo cartão amarelo para o Man City Bernardo Silva
O que aconteceu: Silva já havia sido advertido, mas minutos depois ele pareceu pular em Burn sem nenhuma tentativa de jogar a bola. Ele teve a sorte de não receber o segundo cartão amarelo?
Foi decisão: O VAR não considerou isso um possível desafio de cartão vermelho e, pelas regras atuais, não pode intervir em possíveis situações de segundo cartão amarelo (apenas em decisões diretas de vermelho).

Veredicto: Para um árbitro expulsar um jogador por segundo cartão amarelo neste tipo de situação, ele espera que o desafio esteja acima do seu limite. Tem que atingir você imediatamente como um segundo amarelo sem pensar duas vezes, e você sabe disso no momento.
Assistindo a este clipe isoladamente, Silva teve a sorte de não ter recebido o segundo amarelo por um desafio desnecessário, já que não fez nenhuma tentativa de jogar a bola.
Porém, no contexto de um jogo físico, não foi um momento de destaque e nem que pudesse causar muito desconforto a Bramall em tempo real.
Há momentos nos grandes jogos em que você confia nos seus instintos, e achei que isso era uma gestão de jogo sensata, já que conceder um segundo cartão amarelo não era o resultado mais óbvio.

