WC: negado à França, mas autorizado à Argentina, por que a Fifa aceitou a braçadeira preta dos jogadores argentinos, mas não a dos Blues, para homenagear Deschamps?

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Todos os jogadores argentinos usaram braçadeiras pretas durante as quartas de final da Copa do Mundo contra a Suíça. Uma homenagem a Antonio Rattin, lenda da Albiceleste, autorizada pela FIFA. Uma decisão que revive a comparação com a rejeição algumas semanas antes à seleção francesa.

Ao assistir às quartas de final da Copa do Mundo entre Argentina e Suíça, na noite de sábado, 11 de julho, para domingo, 12 de julho, um detalhe não escapou aos telespectadores mais atentos. Todos os jogadores da Albiceleste usaram uma braçadeira preta no braço direito. Um sinal de luto que homenageou Antonio Rattin, grande figura do futebol argentino, falecido poucos dias antes.

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O icônico capitão da Argentina na década de 1960, Antonio Rattin permaneceu famoso por sua expulsão durante as quartas de final da Copa do Mundo de 1966, contra a Inglaterra. Recusando-se a sair de campo mesmo sem o cartão vermelho ainda existir, teve que ser escoltado pela polícia. Uma cena que alguns anos depois contribuiu para a formação de cartões amarelos e vermelhos.

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Por que a Argentina foi autorizada, mas a França não?

No entanto, esta homenagem levanta uma questão do lado francês. Algumas semanas antes, os Blues também queriam usar uma braçadeira preta, desta vez em apoio a Didier Deschamps, deixado para trás após a morte de sua mãe. Por ocasião da terceira partida da fase de grupos, contra a Noruega, os jogadores franceses pediram autorização da FIFA para usar esta famosa braçadeira preta. Um pedido rejeitado pelos organizadores do torneio.

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A diferença entre as duas situações está nos regulamentos da FIFA. O organismo internacional deu luz verde à Argentina poucas horas antes das quartas de final, porque a homenagem dizia respeito à morte de uma grande personalidade do futebol. Por outro lado, o pedido da seleção francesa tratava de uma morte familiar.

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Pelos critérios utilizados pela FIFA, apenas homenagens associadas a figuras do futebol poderão ser objeto de autorização excepcional para uso de braçadeira preta em competições oficiais. É esta diferença que explica porque a Albiceleste pôde homenagear Antonio Rattin, enquanto os Blues não tiveram a mesma dispensa para apoiar o seu treinador.

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