Autor de uma entrada espetacular que causou fratura na tíbia do adversário, o zagueiro brasileiro recebeu uma sanção raríssima. Além da suspensão mínima de seis partidas, ele só poderá voltar a jogar depois que o jogador lesionado retornar aos treinos.
O atacante do Cruzeiro, Gabriel Pec, vítima de uma entrada espetacular que quebrou a tíbia, não retornará à ação por vários meses. Seu adversário, Victor Gabriel, também não poderá voltar a jogar até que o jogador lesionado se recupere.
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Expulso após uma entrada particularmente perigosa, o jogador em questão recebeu uma sanção no mínimo incomum. O Tribunal Desportivo Brasileiro decidiu que o defesa do Internacional Porto Alegre ficaria suspenso por um período mínimo de seis jogos, mas sobretudo que só poderia regressar às competições quando Gabriel Pec regressasse aos treinos.
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Suspenso até que o adversário possa jogar novamente
Os fatos remontam ao dia 23 de julho, durante a partida do campeonato entre Internacional e Cruzeiro (1 a 2). Aos 59 minutos, enquanto Gabriel Pec escapava no contra-ataque, o adversário interveio tarde e acertou violentamente o tornozelo do extremo. O árbitro mostra imediatamente o cartão vermelho. Os exames médicos revelaram fratura na tíbia esquerda, sinônimo de três a quatro meses de afastamento do jogador cruzeirense.
Se a pena costuma ficar em torno de seis jogos de suspensão para esse tipo de caso, os juízes estimaram que Victor Gabriel só poderá voltar a jogar após a retomada dos treinos coletivos de Gabriel Pec, sanção inédita. Especificamente, se a equipe médica do Cruzeiro confirmar um retorno mais rápido do atacante, a pena do defensor será reduzida. Caso contrário, ele ficará fora de ação por até seis meses.
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Durante a audiência, o zagueiro de 22 anos demonstrou remorso. Aos prantos diante da quadra, ele garantiu que nunca quis machucar o adversário, citando um terreno “escorregadio e molhado” que o teria impedido de controlar a intervenção. “Foi realmente um ato infeliz. Pedi desculpas a ele e ofereci-lhe todo o meu apoio”, disse ele. Desde a tragédia, o jogador passou “noites sem dormir rezando por ele”.









