E finalmente… a Espanha vence. O elenco de Star Wars era familiar, cenário imaginado desde o veredicto da semifinal. Não houve surpresas – excepto talvez a duração da matança da Argentina, que resistiu insondavelmente. Uma Espanha monopolizando a bola, portanto, e uma Argentina procurando, no bloco rasteiro, atacar em transição. Foi o jogo “final” entre os campeões europeus e mundiais que esperávamos e não ficámos desapontados. No intervalo, Sang et Or tinha 65% de posse de bola; de outra forma quantificado: La Roja usou 348 passes, Albiceleste 196. CQFD.
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Também esperávamos atos de intimidação, e isso também aconteceu. Mac Allister aborda, encerramento do caso, Olmo (15); e no minuto seguinte acontece o contrário com Baena que, com o cotovelo para frente, cobra Messi pelas costas (16º). Caso contrário, desde o pontapé de saída, Yamal já mostrou que regressou ao seu (melhor) nível com algumas alegrias – Tagliafico enlouqueceu (29) – e uma primeira oportunidade real: rejeição de Olmo e um remate certeiro mas bloqueado do jogador do Barcelona e no final simplesmente apanhado por Emiliano Martinez (5).
Você tac au tac
Algo que “obriga” os sul-americanos a responder na mesma moeda: lançado ao fundo do seu meio-campo por Enzo Fernandez, pensamos que Messi se apresentará diante da jaula ibérica, mas Unai Simon entendeu tudo, viu e previu, saltou ao pé na frente do rei (6). Cortina no céu e lado branco para o intervalo, alcançado através de outras duas situações do lado de Roja: centro fugitivo que não encontra tomador – a Espanha joga sem um verdadeiro “9”, lembre-se – de Yamal (17), tentativa no nicho de Martinez assinado Oyarzabal (39).
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Resumindo, diríamos que a ronda de observação durou 45 minutos… e o intervalo musical e colorido 27 minutos! Novo recorde já que o segundo período começa com o primeiro com a entrada de Parades, o ex-parisiense, que logo se destaca com uma pancada nas costas, fora da ação do jogo, em Rodri. Normalmente avisado (50).
E Léo, a outra estrela, nisso tudo? Só o vimos nos limões e o desencontro continua, pois é ele quem vem para apagar a oportunidade espanhola na sua própria área (52)!
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Remate flutuante de Olmo (65), no meio da linha de Yamal (66), cabeceamento de Torres (67), remate meio alto de Cubarsi (77), remate de capacete ao poste mais distante de Agenais Laporte (81), rebatendo meio voleio de Torres (87). Sim, cinco vezes sim, a Espanha domina completamente os debates na hora e a Argentina simplesmente se curva sem quebrar. Como prova: a primeira e única ação inventada dos companheiros de Messi acontece no dia 72.e! Que também se verá numericamente inferior após uma sola de Enzo Fernandez em Cubarsi: segundo amarelo e portanto vermelho (90+2). Livre final de Yamal lançado por Martinez (90+7) e temos direito a prolongamento…
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Não trocamos um time que ataca e outro que defende. E neste joguinho a Albiceleste vai acabar – como poderia ser de outra forma?
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Williams acha que está provando que seu treinador está certo ao jogá-lo no fundo do poço, mas Vincic apitou uma falta antes (95º). Foi apenas um adiamento, já que o mesmo Nico Williams cabeceou um longo cruzamento da direita, obra de Porro, para um meio-voleio imparável de Ferran Torres (1-0, 106.).
Merecido. Cem vezes merecido por uma Espanha natural, ou seja, lúdica. Uma ode ao futebol.




