O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse ontem que Kiev gostaria de acabar com a guerra com a Rússia no próximo ano através de “meios diplomáticos”, enquanto ambos os países se preparam para o regresso de Donald Trump à Casa Branca.
Fevereiro de 2025 marcaria o terceiro aniversário da invasão da Ucrânia por Moscovo, com as tropas russas a ganhar terreno nos últimos meses contra os soldados de Kiev, em menor número e desarmados.
A perspectiva de Trump regressar ao poder nos Estados Unidos no próximo ano levantou questões sobre o futuro do conflito, já que o republicano tem criticado a ajuda militar dos EUA a Kiev.
Zelensky falou um dia depois de dizer que a guerra terminará “mais cedo” do que teria terminado quando Trump se tornasse presidente.
Ele também falou um dia depois de o presidente russo, Vladimir Putin, ter mantido a sua primeira chamada telefónica com um importante líder ocidental, falando com o chanceler alemão, Olaf Scholz, que iniciou a chamada, apesar das objecções de Kiev.
“Da nossa parte, devemos fazer tudo o que pudermos para garantir que esta guerra termine no próximo ano. Temos que acabar com ela por meios diplomáticos”, disse Zelensky numa entrevista à rádio ucraniana. “E isso, eu acho, é muito importante.”
Não houve conversações significativas entre a Rússia e a Ucrânia, mas a reeleição de Trump mergulhou o futuro do conflito desgastante na incerteza, com o republicano prometendo repetidamente chegar a um acordo rápido para acabar com a guerra.
“Temos que compreender o que os russos querem”, disse Zelensky.
O presidente russo, Vladimir Putin, disse que só aceitará negociações com a Ucrânia se Kiev entregar o território ucraniano ocupado por Moscou.
O Kremlin disse que repetiu essa exigência na conversa telefônica com Scholz na sexta-feira.
Zelensky rejeitou as condições de Putin.

