Com um baralho na mão e um sorriso que parece quase tão natural quanto seus truques, Carol Scialabba Ele encontrou sua vocação ficando quieto Era uma menina. Primeiro foi um uma velha caixa mágica que apareceu em sua casa. Então veio aulas no centro cultural de Berazategui, competições internacionais, etapas e uma carreira que já tinha aos 23 anos um dos jovens ilusionistas mais destacados da América Latina.
Este feriado de inverno foi apresentado pela primeira vez em Buenos Aires Ajuste Mágicouma performance onde o público deixa de ser o público e passa a fazer parte de cada ilusão. Nesta conversa com Para você“La Maga Caro” relembra como nasceu a sua paixão, fala sobre o lugar da magia na sua vida, o preconceito que ainda enfrenta como mulher numa profissão dominada por homens, e explica porque mesmo na era da inteligência artificial ainda temos que nos questionar.
“Quero ser mágico”: o início da vocação
— Você se lembra do que te fez pensar: “Quero me dedicar à arte da magia”?
— Meu primeiro contato com a magia foi aos quatro anos com uma caixa mágica de uma loja de brinquedos que ficou na minha família. Para No começo era um jogopara descobrir como qualquer outro brinquedo. Mas Aos sete anos cheguei ao Centro Cultural Berazategui, onde encontrei um lugar para estudar magia e lá Eu disse à minha mãe: “Quero ser mágico”.
Adoro poder surpreender. Fiz mágica para minha família e adorei ver seus sorrisos, emoção e confiança novamente. Aí percebi que queria me dedicar a isso.
— Qual foi a coisa mais estranha ou inesperada que você teve que aprender para se tornar um bruxo?
—A magia está intimamente relacionada com as outras artes, e uma das coisas que tive mais dificuldade em aprender foi conviver com o silêncio. Sou uma pessoa que fala muito, mas A magia me ensinou que as palavras nem sempre são necessárias. Às vezes basta um olhar, uma respiração, uma conexão com o momento. Aprender a aproveitar esse silêncio foi uma das maiores lições.
— Como foi o percurso formativo até se profissionalizar?
— Comecei a estudar nos centros culturais de Berazategui e depois Continuei meus estudos no Bar Mágico, que é exatamente onde vou apresentar o espetáculo hoje. Mais tarde, fui estudar na Henry Evans Academy.
Mas o treinamento nunca acaba. Além de estudar, participei de competições, que foram um grande desafio e um enorme aprendizado. Ser Campeão Latino-Americano de Magic foi um dos momentos decisivos da minha carreira.
Alguma magia lhe ensinou mais do que truques
— Além de mágico, você é professor, treinador, jornalista especializado e designer de efeitos. O que cada uma dessas funções faz por você?
— Todas essas são facetas que me compõem e que desenvolvi com muito amor pela arte. Jornalismo e magia têm muito em comum e hoje as duas profissões são muito importantes para mim.
Sempre digo que a magia é mãe de muitas artes. Tudo o que faço quando subo no palco dá algo à pessoa que sou.
Abrindo seu próprio caminho em um mundo onde há muito poucas mulheres
-A magia geralmente está associada a um universo predominantemente masculino. Você sente que teve que quebrar estereótipos para abrir espaço para si mesmo?
– Sim. É um ambiente onde há muito poucas mulheres. Sempre fui muito bem recebida em Buenos Aires, mas além de ser mulher, tive outro desafio: comecei a atuar muito jovem.
Entrei muito jovem A criatura mágica da Argentina e isso significava que eu tinha que ser prático enquanto era menina. Hoje Ainda sou um dos mágicos mais jovens do país e também cria uma surpresa.
Quando alguém diz que se dedica ao ilusionismo, a primeira pergunta costuma ser sobre gênero. Faz sentido porque somos muito poucos. Mas também torna cada dia um belo desafio: mantenha a magia viva e continue mostrando que há lugar para todos.
“Magic Tuning”: um show que vai te surpreender novamente
“O que você tem?” Ajuste Mágico O que o torna diferente de um show de mágica tradicional?
— Não é apenas um show de mágica. A proposta é conectar-se a partir de outro lugar, a partir de emoções e experiências pessoais.
A magia acontece muito perto do público, quase nas mãos dele. Cada pessoa vivencia algo diferente e isso torna cada função única.
— O que o público visitante encontrará durante estas férias de inverno?
— Você encontrará um espetáculo pensado para toda a família, criado ao longo de muitos anos.
É uma proposta renovada com a magia acontecendo a centímetros de vista. Qualquer pessoa pode participar e vivenciar, mas todos se sentirão parte da experiência.
— Depois de tantos anos no palco, há algum momento do show que ainda te emociona?
— Os primeiros aplausos sempre me emocionam. O palco é minha casa, é onde eu quero estarcom, e esses aplausos me conectam ao presente.
Mas ainda fico animado quando alguém vê magia pela primeira vez. Esta expressão de admiração, a sensação de voltar a ser criança, transporta-me para o momento em que descobri a magia. É algo muito bonito.
Por que a magia continua a fascinar na era da inteligência artificial
—Por que você acha que, numa época em que tudo se explica nas redes sociais ou com inteligência artificial, por que a magia continua a fascinar tanto?
— Porque a magia se conecta de outro lugar. Este não é um efeito de tela ou uma ilusão digital. Você vê e sente em suas mãos.
É exatamente por isso Nenhuma inteligência artificial pode substituir essa experiência.eu. Ao vivenciar a magia de perto, você começa a acreditar novamente, fica animado e se pergunta se o impossível pode ser real. É por isso que esta arte ainda é válida depois de tantos séculos.
A pessoa por trás do mago
— Como é Karo quando sai do palco?
— Ainda estou muito ligado à arte. Gosto muito de jornalismo e comunicação.
S a música ocupa um lugar enorme na minha vida. Estudei piano, coral e violão desde muito jovem. Aprendi a cantar e tocar antes de saber ler. Nunca me dediquei profissionalmente, mas para mim a música é tão importante quanto respirar.
— O que você diria hoje para alguém que sonha em praticar magia?
— Que você aproveite a jornada e nunca esqueça por que começou.
É uma profissão linda e também desafiadora, justamente por não ser comum. Mas se você se lembra da primeira vez que se apaixonou pelo Magic, essas emoções sempre serão a força motriz para seguir em frente.
Para ver este feriado de inverno
Quem quiser viver a experiência em primeira pessoa pode fazê-lo “Melodia Mágica”performance que traz Carola Scialabba pela primeira vez a Buenos Aires depois de se apresentar no Brasil, Espanha, Canadá e Colômbia.
O espetáculo oferece uma experiência intimista e interativa onde a magia acontece a centímetros do público, com humor, música e participação constante do público.
Características: 24, 25 e 31 de julho e 1 de agosto.
Onde: Magic Bar (Carlos Calvo 1631, Cidade de Buenos Aires).








