Durante o primeiro mandato de Trump como presidente dos EUA, os Emirados Árabes Unidos (EAU) e o Bahrein assinaram os Acordos de Abraham, levando à normalização histórica das relações entre Israel e os dois países árabes pela primeira vez em décadas.
Desde então, Sudão, Marrocos e Cazaquistão assinaram os acordos.
A Arábia Saudita disse anteriormente que não o faria sem estabelecer um Estado palestiniano, mas a Casa Branca disse que o acordo seria anulado se Riade não aderisse.
Israel saudou o anúncio de Trump.
O gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu disse numa publicação no X que a adesão da Arábia Saudita ao acordo “seria um salto histórico para a paz no Médio Oriente”.
A declaração não fez menção ao acordo nuclear. No entanto, o ministro da Economia israelita, Nir Barkat, disse anteriormente que se a Arábia Saudita tivesse energia nuclear para fins pacíficos, Israel “poderia lidar com isso”.
Outros foram mais críticos. “Todo programa nuclear militar começa com um programa nuclear civil”, disse ao jornal o ex-ministro da Defesa israelense, Avigdor Lieberman.
Acredita-se que Israel possua armas nucleares, mas não confirmou nem negou que seja esse o caso.
O Departamento de Energia dos EUA descreveu o acordo EUA-Arábia Saudita como um “Acordo de Cooperação Nuclear Pacífica” que “proporcionaria um bom acesso às empresas dos EUA para participarem no programa de energia nuclear saudita”.
A questão nuclear tem estado no centro do conflito de meses entre os Estados Unidos, Israel e o Irão, que durante anos negou as acusações ocidentais de que pretende adquirir armas nucleares.






