Vídeos gravados por moradores na semana passada mostram acúmulo de plantas aquáticas
Embora os moradores reclamem da falta de soluções para a disseminação de macrófitas que atingem o Rio Pardo, em Ribas do Rio Pardo, a Usina Hidrelétrica de Assis Chateaubriand realiza nesta sexta-feira (17) um novo derramamento controlado de plantas aquáticas. Segundo Elera Renováveis, responsável pela gestão da central, o procedimento ocorreu porque as condições ambientais voltaram a ser favoráveis e seguiu um plano de gestão.
A Usina Hidrelétrica Assis Chateaubriand realizou nesta sexta-feira um novo derramamento controlado de macrófitas no Rio Pardo, em Riba do Rio Pardo. A Elera Renováveis informa que o procedimento segue um plano de manejo aprovado pelo Imasul. O reservatório possui 18% de cobertura por plantas flutuantes, abaixo do limite de 25%. Moradores relatam maus cheiros e dificuldades de navegação. O problema persiste desde fevereiro de 2025 e é objeto de ação judicial.
Vídeos gravados por moradores na semana passada, que ilustram esta reportagem, mostram trechos do rio novamente cobertos de vegetação. O progresso das macrófitas começou a ser observado em fevereiro de 2025, quando grandes áreas de vegetação passaram a ser cobertas por vegetação flutuante no reservatório, dificultando a navegação, a pesca e as atividades recreativas. Mais de um ano depois, as causas do incidente ainda não foram oficialmente concluídas e o caso continua a ser alvo de ações judiciais.
Em nota, a Elera Renováveis afirmou que a abertura controlada de vazamentos de comportas para aumentar a vazão da água e deslocar as macrófitas acumuladas no reservatório são realizadas de acordo com aprovação anteriormente concedida pelo Imasul (Instituto Ambiental de Mato Grosso do Sul).
O primeiro derramamento ocorreu em 28 de outubro do ano passado e desde então, segundo Ilera, as operações têm sido realizadas sempre que o nível dos rios permite, seguindo um plano de manejo aprovado pela Agência Ambiental e com monitoramento preciso.
A empresa disse ainda que a albufeira tem actualmente 18% de cobertura por espécies flutuantes, índice que afirma permanecer abaixo dos limites técnicos de controlo, estimado em cerca de 25%. Segundo a concessionária, o período seco que começa em abril favorece a proliferação de macrófitas e reduz a vazão dos rios, resultando em menos derramamentos.
Ellera afirma ainda que a presença de macrófitas faz parte da dinâmica natural dos ambientes aquáticos e pode desempenhar funções ecológicas, como fornecer abrigo e alimento para a fauna. Segundo a empresa, o monitoramento periódico da qualidade da água e das comunidades aquáticas continua nos termos do Plano Básico Ambiental e da Licença de Operação.
O problema permanece- Apesar das medidas tomadas pela empresa, moradores afirmam que a situação está afetando o aproveitamento do rio. Os proprietários relataram que as plantas aquáticas tendem a acumular-se em diferentes partes do reservatório, dependendo do fluxo do rio e das condições climáticas. Relataram também maus cheiros, dificuldade de navegação e perda de atividades de lazer.
Em reportagem anterior produzida pelo Campo Grande News, a professora Edna Scrumin-Días, do Instituto de Biociências da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), explicou que a proliferação de macrófitas indica um processo de eutrofização, causado pelo excesso de nutrientes na água, possivelmente relacionado ao isolamento e às atividades. na vazão do rio Segundo o pesquisador, a presença de barragens também altera o fluxo das águas e favorece o acúmulo de sedimentos, sendo necessárias análises químicas para identificar as fontes de nutrientes e definir medidas eficazes para mitigar o problema.
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