A artesã transformou o modelo do filme com curvas e peixes feitos de couro em homenagem ao Rio Formoso
Uma das bolsas usadas pelo personagem Andy, da atriz Anne Hathaway, em O Diabo Veste Prada, recebeu uma releitura do extremo sul de Mato Grosso. Para atingir características regionais, a peça possui cabo que reproduz em bonito as curvas do rio Formoso e recebeu aplicações em couro representando peixes das águas cristalinas da região.
A criação é da artesã Irundina Coelho Peralta, que nasceu em Bonito e decidiu transformá-la em homenagem a um ícone da moda do local onde mora. A peça se chamava “Curvas do Formoso” e era feita nas cores branca, marrom, parecidas com as cores mostradas no filme, e creme.
A modelo ficou conhecida após ser utilizada como assistente de Miranda Priestly no filme. Com o ‘hype’ do segundo filme, a peça ganhou destaque entre os produtos da artesã. “Quando vi a sacola do filme, pensei que aqueles chifres poderiam fazer a gente virar a curva do Rio Formoso. Bonito inspira muito quem trabalha com criatividade”, diz.
Junto com o novo formato, a bolsa traz detalhes em couro reciclado. Os recortes criam peixes e realçam as características naturais. O modelo também pode ser usado transversalmente e também pode ser usado como carteira com o mesmo conceito.
Professora aposentada desde 2016, Irundina encontrou na costura criativa uma nova carreira e paixão. O que começou como hobby virou negócio. Hoje dirige a marca Eron Artes Moderna, produzindo bolsas, produtos de higiene, chaveiros e outros acessórios, sempre em busca de referências da cultura local.
Ele sente que as primeiras partes foram simples, mas a experiência e a busca pelo conhecimento evoluíram o trabalho. “Hoje posso viajar na imaginação. A natureza de Bonito é muito inspiradora. Produzir uma peça é uma terapia para mim”, explica.
Além das bolsas inspiradas em O Diabo Veste Prada, Erundina cria uma variedade de peças que incluem bolsas de cosméticos, carteiras, chaveiros bordados, bolsas e até itens de cozinha. Ele explica que prefere diversificar a produção a se especializar em um único tipo de acessório. “Eu faço o que acho que o cliente quer”, diz ele.
Integrante da associação de artesãos da cidade, Irundina expõe suas peças em espaços mantidos pela entidade municipal. “Nunca quis montar uma grande fábrica. Quero criar produtos com a identidade do bonito e mostrar a cultura e a beleza da nossa região”, destaca.
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