SÃO PAULO: O Ministério da Agricultura do Brasil ajustou os controles de exportação de carne e seus derivados para atender aos requisitos de uso de antimicrobianos da UE, com o objetivo de evitar uma suspensão dos embarques para a UE a partir de setembro.
A União Europeia ameaçou interromper as importações de alguns produtos do Brasil se o país não cumprir até 3 de setembro a proibição de medicamentos antimicrobianos usados para promover o crescimento animal ou aumentar a produção.
De acordo com uma circular ministerial de 1 de julho, as instalações autorizadas a exportar para a UE devem implementar controlos auditáveis para demonstrar a conformidade com as regras antimicrobianas europeias.
Os controlos devem garantir a rastreabilidade dos materiais e dos animais e reter provas da qualificação dos lotes enviados para a UE.
O Brasil foi excluído da lista de países autorizados a exportar carne para a UE em maio devido a preocupações antimicrobianas.
A UE é o principal destino da carne brasileira, prevendo-se que as exportações de aves atinjam 800 milhões de dólares em 2025 e as exportações de carne bovina excedam mil milhões de dólares.
O Brasil corre o risco de perder acesso às exportações de gado, aves, ovos, produtos da aquicultura, mel e tripas.
A Abiec, que representa os produtores de carne bovina, não quis comentar, enquanto a ABPA, que representa os produtores de aves e suínos, não respondeu imediatamente a um pedido de comentários.
(Reportagem de Letícia Fokuchma; Redação de Isabel Telles; Edição de Bill Burkrot)







