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O montanhismo no Monte Everest teve uma temporada recorde em 2026, com quase 900 subidas. Mas por trás do feito, cinco mortes em dez dias lembram-nos o extremo perigo desta subida e de certas passagens, como o Glaciar Khumbu. Também lembra o alto preço que os sherpas pagaram.

Faltam apenas alguns dias para que os “médicos da queda do gelo”, os sherpas responsáveis ​​por manter a rota para o Monte Everest transitável, planejem remover as escadas da geleira Khumbu para marcar o fim da temporada de montanhismo de 2026 no pico mais alto do mundo.

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Embora quase 900 pessoas tenham conseguido chegar novamente ao cume este ano, os resultados são dramáticos: dois sherpas e três clientes morreram em cerca de dez dias. Uma taxa de mortalidade considerada “baixa” após uma temporada adiada em duas semanas devido a condições climáticas adversas.

40% dos mortos são sherpas

Embora uma taxa de mortalidade de 2% possa parecer baixa, esta taxa é uma das mais perigosas do mundo. Desde 1920 e o início da democratização do montanhismo no Monte Everest, 335 pessoas morreram tentando escalar o telhado do mundo, e quase 40% delas eram sherpas.

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Para satisfazer as suas necessidades, alguns sherpas são infelizmente forçados a assumir grandes riscos em nome dos seus clientes, a fim de sustentar a viagem. Boa parte deles não estava suficientemente preparada, o que poderia explicar esta mortalidade.

2026, o ano do recorde?

Apesar destas tragédias, parece que o ano de 2026 é considerado positivo. Embora os números finais ainda não tenham sido confirmados, tudo indica que caminhamos para um feito histórico: o recorde absoluto de 891 subidas, estabelecido em 2019, está prestes a ser batido.

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Neste momento, atletas de elite como o maratonista americano Tyler Andrews e o montanhista equatoriano Karl Egloff estão a ultrapassar os limites do que é possível. Quer pretendam uma subida deslumbrante ou uma façanha sem oxigénio, estes aventureiros não estão apenas a escalar: estão a tentar escrever uma nova página na história do montanhismo.

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