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O motorista disse que pegou o carro em Ponta Porã e entregaria em Dourados

Gustavo Bonotto e Hélio de Freitas de Dourados 20/05/2026 23h06

Uma carga de cocaína pura foi encontrada dentro do Jeep Compass. (Foto: Reprodução/PRF)

O taxista Eder Westphal, de 43 anos, foi preso nesta quarta-feira (20), em Dourados, a 251 quilômetros de Campo Grande, com 38 quilos de cocaína pura escondidos em um Jeep Compass durante fiscalização da PRF (Polícia Rodoviária Federal).

Um taxista de 43 anos foi preso em Dourados com 38 quilos de cocaína pura escondidos em um compartimento escondido de um Jeep Compass durante uma fiscalização da PRF. O motorista apresentou informações inconsistentes sobre o trajeto e alegou que o veículo já estava carregado em Ponta Porã. A carga pode valer mais de R$ 8 milhões. O suspeito foi acusado de tráfico de drogas em uma mochila local.

Os agentes encontraram a droga em um compartimento escondido do veículo e confirmaram o material no local do procedimento. A ocorrência foi apoiada por um cão farejador do canil do 3º Batalhão da Polícia Militar.

Durante a abordagem, o motorista apresentou informações inconsistentes sobre o trajeto dos Durados. A equipe ampliou a fiscalização do veículo e identificou indícios de compartimentos alterados na estrutura da bússola. O material foi dividido em comprimidos e mantido alto grau de pureza de acordo com a avaliação inicial dos agentes.

O motorista disse que já recebeu o carro carregado em Ponta Porã e que o entregaria em Dourados.

A ocorrência segue para a DEPAC municipal (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário), onde a substância é oficialmente pesada e o taxista é indiciado por tráfico de drogas. A cocaína ficou sob custódia das autoridades policiais para investigação e registro do caso.

Dados da EUDA (Agência Europeia de Drogas) indicam que os preços da cocaína variam dependendo da pureza, da logística e do país de destino. No mercado europeu, o quilo na revenda no atacado custa entre US$ 30 mil e US$ 40 mil.

Nessa estimativa, a carga de 38 quilos apreendida em Dourados poderia valer mais de US$ 1 milhão, o equivalente a cerca de R$ 8 milhões nas conversões atuais. O cálculo tem em conta as variações cambiais e a amplitude média dos mercados ilegais europeus, sem incluir os custos de distribuição em cada fase da cadeia.

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