A água parada favorece a proliferação dos mosquitos Aedes aegypti, transmissores da dengue e da chikungunya. (Foto: Arquivo/SES)

Mato Grosso do Sul confirmou a 17ª morte por chikungunya em 2026, igualando todo o número de mortes registradas pela doença em maio do ano passado. A nova vítima é um homem de 43 anos, morador de Duradina, município a 192 quilômetros de Campo Grande. A confirmação consta do boletim epidemiológico divulgado pela SES (Secretaria de Estado de Saúde) nesta sexta-feira (15).

Mato Grosso do Sul confirmou a 17ª morte por chikungunya em 2026, igualando o total de óbitos de maio de 2025. A nova vítima é um homem de 43 anos, morador de Duradin, que tinha tuberculose. São 11.521 casos prováveis ​​no estado, com incidência de 417,9 por 100 mil habitantes, acima do nível epidêmico. A taxa é 20 vezes maior que a média nacional e lidera o ranking brasileiro da doença.

Segundo o boletim, o paciente faleceu no dia 22 de abril e foi diagnosticado com tuberculose, quadro considerado fator de risco para agravamento da doença. Das 17 mortes confirmadas este ano, nove envolveram alguma forma de coabitação.

Além de Douradina, outras mortes ocorreram em Dourados, com 11 registros, sendo duas mortes cada em Bonito e Jardim, e uma em Fátima do Sul. Outra morte está sob investigação.

Mato Grosso do Sul já tem 11.521 casos potenciais de chikungunya em 2026, segundo dados da SES. Desse total, 4.834 pessoas foram confirmadas no Sinan (Sistema de Informação de Agravos de Notificação). Em apenas uma semana, o estado registrou aumento de 1.191 notificações possíveis, um aumento de 11,5% em relação ao boletim anterior.

O volume atual já representa 81,4% de todos os casos registrados em 2025, enquanto Mato Grosso do Sul encerrou o ano com 14,1 mil notificações da doença.

A incidência no estado atingiu 417,9 casos por 100 mil habitantes, taxa considerada extremamente elevada e acima dos níveis epidêmicos. Apesar disso, a SES ainda não classifica oficialmente o cenário como epidemia.

Mato Grosso do Sul lidera o ranking nacional de chikungunya. A taxa no Mato Grosso do Sul é 20 vezes superior à média brasileira, estimada em 20,1 casos por 100 mil habitantes. Goiás aparece em seguida, seguido por Minas Gerais, Rondônia, Mato Grosso, Tocantins e Rio Grande do Norte.

O boletim cita 65 casos confirmados de chikungunya entre gestantes no estado neste ano. A SES orienta a população a evitar a automedicação e procurar orientação médica caso apresente sintomas como febre alta, fortes dores nas articulações, manchas vermelhas pelo corpo e cansaço.

Douradina lidera a incidência proporcional da doença em Mato Grosso do Sul, com 3.782,7 casos por 100 mil habitantes e 211 registros possíveis. Em seguida aparece Sete Quedas, ocorrência de 3.320,0 e 365 casos. Fátima do Sul tem 613 notificações possíveis e taxa de 2.974,4.

Dourados tem o maior número já registrado, com 4.801 casos prováveis ​​e 1.972,7 ocorrências. Campo Grande tem 25 possíveis notificações da doença em 2026.

Apenas Alcinópolis, Aparecida do Taboado e Japorã permanecem sem possíveis registros de chikungunya neste ano.

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