O Papa Leão XIV disse no sábado que lamentava que as observações que fez tivessem sido interpretadas como uma resposta às críticas do presidente Donald Trump, insistindo que não tinha interesse em debater com o líder dos EUA.
Um exemplo foi um discurso sobre “tiranos” que saqueiam o mundo, que proferiu nos Camarões, na segunda etapa de uma viagem a África, disse Leo aos jornalistas enquanto viajava para Angola.
As observações foram escritas bem antes do comentário de Trump de que “não era um grande fã” do papa americano. “E ainda assim foi percebido como se eu estivesse tentando iniciar um novo debate com o presidente, o que não me interessa em nada”, disse Leo.
Chegou hoje a Angola para uma visita de três dias ao país rico em petróleo, onde cerca de um terço da população vive na pobreza.
O avião do pontífice nascido nos EUA aterrou por volta das 15h00 (14h00 GMT) em Luanda, capital do país de língua portuguesa que conta com cerca de 15 milhões de católicos, cerca de 44 por cento da população.
Leo deveria iniciar a sua digressão por Angola – que se segue às visitas à Argélia e aos Camarões – reunindo-se com o Presidente João Lourenço e proferindo um discurso perante autoridades locais.