A imposição pelo Irão de uma portagem para os navios que atravessam o Estreito de Ormuz parece ser um ponto-chave de discórdia nas conversações abertas no Paquistão.
Embora o Irão tenha concordado em reabrir a via durante a trégua de duas semanas com os Estados Unidos, também falou de um sistema de portagens para financiar a reconstrução após punir os ataques EUA-Israel.
A União Europeia foi rápida em denunciar a ideia na quinta-feira. A Bloomberg News informou que as empresas de navegação deverão pagar até US$ 2 milhões por navio.
O Financial Times disse que o preço a pagar seria um dólar por barril de petróleo, pago em criptomoeda ou yuan, a moeda da China.
Um dos pontos do plano de 10 pontos para acabar com a guerra que o Irão enviou a Washington era que Teerão manteria o controlo do Estreito de Ormuz.
“Pagar um pedágio legitima a coerção do Irão e estabelece um precedente ao abrigo do direito internacional que outros regimes podem querer seguir”, escreveu Guntram Wolff, investigador sénior do think tank Bruegel, com sede em Bruxelas.
Trump sugeriu que os EUA e o Irão poderiam gerir o sistema numa “joint venture”.
Ormuz tornou-se “mais importante para o Irão do que o urânio enriquecido”, disse à AFP Amir Handjari, analista do Instituto Quincy para Política Responsável dos EUA.
“Essa é a verdadeira garantia de segurança para evitar ataques futuros de Israel e dos EUA”, argumentou.
