O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, anunciou na segunda-feira que designou o Afeganistão como “patrocinador estatal de detenção injusta”, exigindo que as autoridades talibãs libertem dois americanos e se comprometam a acabar com a sua “diplomacia de reféns”.

A medida ocorre pouco mais de uma semana depois de o Irão se ter tornado o primeiro país adicionado à nova lista negra de “detenção injusta” de Washington.

O presidente Donald Trump assinou em setembro uma ordem executiva que criou a lista negra, semelhante às designações dos Estados Unidos sobre terrorismo.

“O Taleban continua a usar táticas terroristas, sequestrando indivíduos para obter resgate ou para buscar concessões políticas”, disse Rubio em comunicado.

Ele disse que “não era seguro para os americanos viajarem para o Afeganistão porque o Taleban continua a deter injustamente nossos concidadãos americanos e outros cidadãos estrangeiros”.

“O Taleban precisa libertar Dennis Coyle, Mahmoud Habibi e todos os americanos injustamente detidos no Afeganistão agora e comprometer-se a cessar para sempre a prática da diplomacia de reféns”, acrescentou.

Habibi, um empresário afegão-americano, atuou anteriormente como diretor de aviação civil do Afeganistão.

Ele foi preso em agosto de 2022 em Cabul junto com dezenas de outros funcionários de sua empresa de telecomunicações, segundo autoridades norte-americanas.

O Departamento de Estado emitiu uma recompensa de US$ 5 milhões por informações que levem ao retorno de Habibi.

Coyle é um acadêmico do Colorado que trabalhou durante duas décadas no Afeganistão antes de ser detido em janeiro de 2025, segundo a Fundação James Foley.

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