Apelo à moderação e imploro a todas as partes que vejam a razão
Volker Turk Chefe de Direitos Humanos da ONU
Países de todo o mundo expressaram medo de uma conflagração no Médio Oriente depois de os Estados Unidos e Israel terem realizado ataques contra o Irão ontem, desencadeando retaliações de Teerão, que teve como alvo bases dos EUA na região.
ONU: ‘VER RAZÃO’
O responsável pelos direitos humanos das Nações Unidas condenou os ataques EUA-Israelenses e a resposta do Irão, alertando que novos ataques “só resultariam em “morte, destruição e miséria humana”.
“Peço moderação e imploro a todas as partes que vejam a razão”, disse Volker Turk em comunicado.
RÚSSIA: ‘CATASTROFE’ NUCLEAR
A Rússia criticou duramente os ataques dos EUA e de Israel ao Irão e argumentou que estavam a “levar a região à beira de uma catástrofe humanitária, económica e – isto não pode ser descartada – radiológica”.
CHINA: ‘PARAGEM IMEDIATA’
A China apelou “à suspensão imediata das ações militares”, com o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Pequim a insistir que “a soberania nacional, a segurança e a integridade territorial do Irão devem ser respeitadas”.
QATAR: ‘DIREITO DE RESPONDER’
O Qatar, que acolhe uma base militar dos EUA, condenou um ataque com mísseis iranianos no seu território e advertiu que “se reserva todo o direito de responder a este ataque”.
UE: ‘GARANTIR A SEGURANÇA NUCLEAR’
A chefe da União Europeia, Ursula von der Leyen, sublinhou que era “crítico” “garantir a segurança nuclear” depois de os EUA terem indicado que as instalações atómicas do Irão estavam na sua mira.
NORUEGA: ‘ISRAEL QUEBROU A LEI INTERNACIONAL’
O ministro dos Negócios Estrangeiros da Noruega argumentou que os ataques de Israel ao Irão violaram o direito internacional, observando que “um ataque preventivo exigiria a existência de uma ameaça iminente”.
ÍNDIA: ‘DIÁLOGO E DIPLOMACIA’
O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Índia insistiu que “o diálogo e a diplomacia devem ser prosseguidos”, enquanto a “soberania e integridade territorial de todos os Estados devem ser respeitadas”.
Reino Unido-FRANÇA-ALEMANHA SLAM IRÃ
A Grã-Bretanha, a França e a Alemanha condenaram conjuntamente os ataques retaliatórios do Irão, tendo o governo do Reino Unido também manifestado receios de que a situação possa evoluir “para um conflito regional mais amplo”.
Os países afirmaram que nenhum deles participou na operação EUA-Israel.
Instando a suspensão da escalada “perigosa”, o presidente francês Emmanuel Macron também apelou a uma reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU.
LÍBANO: ‘NÃO SERÁ ARRASADO’
O primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, prometeu que seu país não seria arrastado para a guerra depois que Israel anunciou que estava realizando ataques contra o Hezbollah, representante do Irã, no sul do Líbano, em meio à operação iraniana.
FILHO DE SHAH: ‘VITÓRIA FINAL PERTO’
Reza Pahlavi, filho do último xá do Irão e um dos principais críticos de Teerão, afirmou que a “vitória final” estava próxima após os ataques. “Juntos podemos recuperar e reconstruir o Irão”, disse Pahlavi – que vive exilado nos Estados Unidos.
EGITO: ‘GRAVES RISCOS’
O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Egipto disse que “condena veementemente o ataque do Irão à unidade e integridade territorial dos estados árabes irmãos”, alertando para “os graves riscos que isto representa para a segurança e estabilidade dos estados árabes”.
TURQUIA: ‘CESSAR HOSTILIDADES’
O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Turquia instou “todas as partes a cessarem imediatamente as hostilidades”, uma vez que o conflito “põe em risco o futuro da nossa região e a estabilidade global”.
JORDÂNIA: ‘VÁ SE DEFENDER’
O governo da Jordânia apelou à desescalada, ao mesmo tempo que avisou que defenderá os interesses do reino “com todas as suas forças”. Um porta-voz do governo disse que o país não fazia parte do conflito.
HAMAS BATE EUA-ISRAEL
O grupo militante palestino e aliado do Irã, o Hamas, condenou a “agressão” dos Estados Unidos e de Israel a Teerã, chamando-a de “um ataque direto a toda a região”.
UCRÂNIA: OUST ‘REGIME TERRORISTA’
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, argumentou que os ataques ao Irão criaram uma oportunidade para o povo iraniano expulsar o “regime terrorista” de Teerão.
CRUZ VERMELHA: ‘REAÇÃO EM CADEIA PERIGOSA’
A Presidente do Comité Internacional da Cruz Vermelha, Mirjana Spoljaric, alertou que “a escalada militar no Médio Oriente está a desencadear uma perigosa reacção em cadeia em toda a região, com consequências potencialmente devastadoras para os civis”.
UNIÃO AFRICANA: ‘ESTABILIDADE EM RISCO’
A União Africana apelou “à contenção, à desescalada urgente e ao diálogo sustentado” após os ataques, alertando que o conflito pode prejudicar as pessoas no continente.
