As vidas de mais de 1,9 milhões de pessoas deslocadas no Sudão do Sul estão em risco devido à escassez de financiamento de ajuda, afirmou ontem a agência de migração da ONU.
A Organização Internacional para as Migrações (OIM) afirmou que as necessidades humanitárias ultrapassam dramaticamente os recursos num dos países mais afectados pelo deslocamento do mundo.
“A escassez crítica de financiamento está a colocar em risco a vida de mais de 1,9 milhões de pessoas deslocadas no Sudão do Sul”, afirmou a agência num comunicado.
O Sudão do Sul, o mais novo país soberano do mundo, tem sido assolado pela guerra civil, pela pobreza e pela corrupção massiva desde que foi formado em 2011.
O Sudão do Sul está a lutar com os recém-chegados que fogem do conflito no vizinho Sudão, ao mesmo tempo que lida com o seu próprio deslocamento causado por anos de conflito, inundações e instabilidade, disse a OIM.
A agência disse que desde o início da guerra no Sudão, em Abril de 2023, mais de 1,3 milhões de pessoas cruzaram para o Sudão do Sul – dois terços delas sendo repatriados do Sudão do Sul.
A OIM afirmou que isto colocou “imensa pressão” sobre as comunidades fronteiriças e sobre os serviços sobrecarregados e as infra-estruturas frágeis do país.

