Mais de 200 presos políticos na Venezuela iniciaram uma greve de fome para exigir a sua libertação, disseram familiares à AFP no domingo, depois de uma nova lei de anistia em massa ter sido promulgada após a deposição do ex-líder Nicolás Maduro.
A greve começou na sexta-feira à noite na prisão Rodeo I, nos arredores de Caracas, com os reclusos a queixarem-se de que a lei exclui muitos deles por serem acusados de terrorismo.
“Aproximadamente 214 pessoas no total, incluindo venezuelanos e estrangeiros, estão em greve de fome”, explicou Yalitza Garcia, sogra de um prisioneiro chamado Nahuel Agustin Gallo, um policial argentino acusado de terrorismo.
“Eles decidiram na sexta-feira fazer greve de fome por causa do alcance da lei de anistia, que exclui muitos deles”, disse Shakira Ibarreto, filha de um policial preso em 2024.
Nem todos os presos desta prisão estão aderindo à greve de fome, disseram os familiares.
A lei de anistia foi arquitetada pela líder interina Delcy Rodriguez sob pressão dos Estados Unidos.

