O Comitê Paraolímpico Internacional alocou 10 vagas combinadas para atletas russos e bielorrussos.
Publicado em 20 de fevereiro de 2026
Os competidores ucranianos boicotarão a cerimônia de abertura das Paraolimpíadas de Milão Cortina, em 6 de março, em Verona, disse seu comitê, devido à autorização de alguns atletas russos e bielorrussos para participarem sob suas bandeiras nacionais.
A alocação de 10 vagas combinadas do Comitê Paraolímpico Internacional (IPC) para Atletas russos e bielorrussos temcriou uma tempestade política sobre os próximos Jogos, dada a amargura causada pela invasão da Ucrânia, que já dura há quatro anos.
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A Rússia, que foi excluída de grande parte da competição internacional devido à guerra, diz que é errado misturar desporto e política, ao mesmo tempo que visar atletas deficientes é ofensivo.
“A comunidade de atletas paraolímpicos ucranianos e o Comitê Paraolímpico Nacional da Ucrânia estão indignados com a decisão cínica do Comitê Paraolímpico Internacional de conceder vagas bipartidas à Rússia e à Bielorrússia (sic)”, disse o comitê ucraniano em comunicado na sexta-feira, anunciando seu boicote à cerimônia e exigindo que sua bandeira não seja usada lá.
Essa postura segue a desqualificação dos Jogos de Inverno do piloto de esqueleto ucraniano Vladyslav Heraskevych por usar um capacete em homenagem aos atletas mortos na guerra.
O ministro dos Esportes da Ucrânia, Matvii Bidnyi, disse que as autoridades ucranianas boicotarão as Paraolimpíadas de 6 a 15 de março, embora os atletas do país ainda participem.
Um porta-voz do IPC disse à agência de notícias Reuters que estava em contato com o Comitê Paraolímpico da Ucrânia e que o assunto seria discutido internamente.
A Rússia terá duas vagas no esqui alpino Para, duas no esqui cross-country e duas no snowboard, enquanto a Bielorrússia conquistou quatro vagas, todas no esqui cross-country.
“Chamamos a atenção para o facto de nem a Rússia nem a Bielorrússia (sic) terem passado pelo processo de qualificação para obter licenças para participar nos Jogos Paraolímpicos de Milão-Cortina”, acrescenta o comunicado ucraniano, denunciando a “horrível agressão militar no território da Ucrânia”.
Em 2014, a Ucrânia enviou apenas um atleta de uma equipe de 23 pessoas para a cerimônia de abertura dos Jogos Paraolímpicos de Sochi, em protesto contra a tomada da Península da Crimeia pela Rússia.
“É muito ofensivo da parte do IPC permitir que pessoas que apoiam esta guerra façam parte dos Jogos e também deixá-los carregar a sua bandeira, porque sob a mesma bandeira estão a matar ucranianos”, disse o concorrente esqueleto Heraskevych à Reuters, dizendo que os protestos eram necessários.
