O relatório diz que as autoridades dos EUA esperam que as tropas se retirem das posições restantes dentro de dois meses.
Publicado em 18 de fevereiro de 2026
Os Estados Unidos estão a preparar-se para retirar os quase 1.000 soldados do seu exército que permanecem na Síria, informou o Wall Street Journal, citando três responsáveis norte-americanos.
A Al Jazeera não conseguiu verificar imediatamente a reportagem de forma independente na quarta-feira.
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Na semana passada, os militares dos EUA confirmaram estava retirando da base al-Tanf, localizada no sul da Síria, perto das fronteiras com o Iraque e a Jordânia.
A base serviu como um centro chave para as operações da coligação global contra o ISIL (ISIS), que na altura controlava grandes áreas da Síria e do Iraque até sofrer perdas críticas em 2017.
O Comando Central dos EUA (CENTCOM) disse que a “partida ordenada” da semana passada foi “parte de uma transição deliberada e baseada em condições”.
O Wall Street Journal, entretanto, indicou que a retirada mais ampla das tropas dos EUA na Síria se desenrolaria ao longo dos próximos dois meses. A administração do presidente Donald Trump tem ponderado uma retirada total pelo menos desde janeiro.
De acordo com as autoridades citadas no Wall Street Journal, a decisão de retirar as tropas da Síria não está ligada à actual acumulação de forças navais e aéreas dos EUA noutras partes do Médio Oriente, à medida que aumentam as tensões com o Irão.
Nas últimas semanas, a administração Trump ameaçou tomar medidas militares contra o Irão em resposta à sua repressão aos manifestantes antigovernamentais e às frustrações com a situação em curso. negociações nucleares.
Como parte dessas ameaças, os EUA reforçaram a sua presença militar na região perto do Irão. Um segundo porta-aviões, o USS Gerald R Ford, dirige-se atualmente para a área.
Acordo mediado pelos EUA
Em vez disso, as autoridades norte-americanas no relatório do Wall Street Journal disseram que a retirada segue um acordo que visa remodelar a estrutura de segurança da Síria e consolidar a autoridade do Estado após anos de controlo dividido.
O acordo prevê a integração do Forças Democráticas Sírias lideradas pelos curdos (SDF) — principal parceiro de Washington na luta contra o ISIL — no exército sírio.
Autoridades dos EUA enquadraram o acordo como um passo significativo no sentido da unidade nacional e da reconciliação, após anos de liderança fragmentada na Síria.
O acordo surgiu após um novo esforço das forças governamentais sírias, sob o presidente interino Ahmed al-Sharaa, para reafirmar o controlo sobre áreas que permaneceram fora da autoridade de Damasco, especialmente no nordeste do país, onde as FDS têm uma posição segura.
Posteriormente, as tropas governamentais envolveram-se em confrontos mortais com as FDS e tomaram grandes extensões de território controlado pelos curdos, aumentando as preocupações de um confronto mais amplo.
O acordo apoiado pelos EUA, alcançado em 29 de Janeiro, criou uma frágil cessar-fogo e abriu o caminho para negociações que conduziram à integração das duas forças.
