Lucas Pinheiro Brathen foi o primeiro sul-americano a conquistar uma medalha olímpica de inverno e conquistou o ouro Sábado é o slalom gigante masculino.
Pinheiro Brathen, de 25 anos, segundo colocado mundial no slalom e no slalom gigante, marcou 2h25,00, 0,58 melhor que o medalhista de ouro de 2022, Marco Odermatt, para vencer a prova.
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Filho de pai norueguês e mãe brasileira, Pinheiro Brathen começou sua carreira representando a Noruega, onde venceu cinco corridas de slalom e slalom gigante em Copas do Mundo e conquistou 12 pódios. Ela competiu no slalom e no slalom gigante nas Olimpíadas de Pequim de 2022, mas não terminou nenhuma das provas.
Após uma aposentadoria abrupta em outubro de 2023, Pinheiro Brathen voltou às competições representando o Brasil cinco meses depois. Ele venceu uma Copa do Mundo e já conquistou 11 pódios antes de ir para o Brasil Olimpíadas de Milão Cortina.
Após o divórcio dos pais, aos três anos, Pinheiro Brathen morou no Brasil com a mãe e cresceu para morar com o pai antes de se mudar para a Noruega.
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“Conheci o esporte nas ruas de São Paulo, jogando com meus vizinhos, minha família, meus amigos. Lá me apaixonei pelo esporte”, Pinheiro Brathen disse em 2024. “Conseguir fechar o círculo e representar (o Brasil) na Copa do Mundo em um esporte realmente significa muito. Ser capaz de levar a dança para a neve é o que procuro fazer.”
Pinheiro Bratén, porta-bandeira do Brasil na cerimônia de abertura, hoje faz história nas Olimpíadas e se junta a atletas anteriores de seu país, como Isadora Williams, que se tornou a primeira brasileira e sul-americana a disputar a final da patinação artística feminina nas Olimpíadas de 2018; a pentacampeã olímpica de esqui cross-country Jacqueline Morao; e o bobsledder Eric Malleson.
“A Noruega me ensinou como ser um atleta, como enfrentar o frio” Pinheiro Brathen disse a repórteres em Milão na semana passada. “O Brasil me ensinou a ser eu mesmo.”



