Última atualização:
O conselho da BWF votará em 25 de abril para adotar o sistema de pontuação 3×15 para o badminton, prometendo partidas mais rápidas, mas gerando debate sobre o bem-estar dos jogadores e a qualidade do jogo.

Instantâneo do India Open 2026 (foto PTI)
Todos os olhos estão voltados para 25 de abril. É quando o conselho da BWF vota em sua AGM durante as finais da Thomas-Uber Cup em Horsens, na Dinamarca, sobre a adoção do sistema de pontuação 3×15 proposto (com definição para 21).
Se aprovado, o badminton poderá parecer muito diferente em breve.
O formato já foi testado em torneios nacionais, eventos de grau 3 e no Campeonato Mundial Júnior de 2025. A BWF afirma que os números confirmam isso: partidas mais curtas, finais mais disputados, melhor agendamento e melhor bem-estar dos jogadores.
Mas isso é evolução ou erosão?
O que muda com 3×15?
Atualmente, o badminton de elite segue o sistema de pontos de rally 3×21. A mudança proposta para 3×15 reduz cada jogo em seis pontos.
A BWF argumenta que este formato “fornece o melhor equilíbrio entre emoção da partida, justiça competitiva, bem-estar do jogador e apresentação do torneio”.
Tradução? As partidas chegam ao momento decisivo mais rapidamente. As durações tornam-se mais previsíveis. As emissoras têm janelas mais estreitas. Os organizadores conseguem mais partidas. Os jogadores se recuperam mais rápido.
É um formato projetado para a economia esportiva moderna: mais rápido, mais nítido e mais compatível com a TV.
A vantagem: velocidade, resistência e sustentabilidade
Partidas mais curtas poderiam realmente ajudar.
Com calendários lotados e preocupações crescentes com lesões, reduzir a duração dos jogos pode prolongar as carreiras – especialmente para jogadores mais velhos ou aqueles que enfrentam problemas. Menos desgaste físico pode significar maior qualidade geral nos torneios.
Para os fãs, jogos mais rápidos podem significar menos calmarias e mais comícios de alta pressão. O “fim do jogo” chega mais rápido. Cada ponto tem peso mais cedo.
As armadilhas: a ‘embreagem’ está sendo diluída?
Aqui está o contra-argumento.
O badminton sempre foi um teste de resistência e coragem. Em um jogo de 21 pontos, os jogadores têm espaço para se recuperar de inícios lentos. As mudanças de impulso respiram. As batalhas táticas evoluem.
Em um sprint de 15 pontos? Há menos margem para erro.
Um cordão de rede perdido. Um clipe de linha da sorte. Um jogo de serviço ruim. Os títulos podem depender de amostras menores. Os arrancadores lentos estão subitamente em perigo. A rotina e a queima lenta de um final de jogo nervoso correm o risco de ser substituídas por snap-smash-clap.
Os críticos argumentam que isso pode priorizar a quantidade em detrimento da qualidade, reduzindo o tempo de jogo em vez de reduzir o próprio calendário congestionado.
Então, evolução ou atalho?
A BWF insiste que se trata de “bem-estar dos jogadores, sustentabilidade e inovação”. Os céticos veem a simplificação comercial disfarçada de reforma.
Se a votação for aprovada, o badminton ficará mais ágil. Mas se permanecer tão envolvente ao longo do tempo, esse é o verdadeiro ponto de partida.
13 de fevereiro de 2026, 10h33 IST
Leia mais

