Os Estados Unidos afirmaram na quarta-feira que estão a lançar a segunda fase do seu plano para acabar com a guerra em Gaza, apesar de elementos-chave da primeira fase – incluindo um cessar-fogo completo entre Israel e o Hamas – continuarem por cumprir.
A primeira fase foi abalada por questões como os ataques aéreos israelitas que mataram centenas de pessoas em Gaza, o fracasso na recuperação dos restos mortais de um último refém israelita e os atrasos israelitas na reabertura da passagem fronteiriça de Gaza com o Egipto.
Ao prosseguir com a fase dois, os Estados Unidos e os seus parceiros mediadores terão de enfrentar os desafios ainda mais vexatórios de desarmar o grupo palestiniano Hamas, que se recusou a entregar as suas armas, e de mobilizar uma força internacional de manutenção da paz.
Ao anunciar a segunda fase numa publicação nas redes sociais, o enviado especial do presidente Donald Trump, Steve Witkoff, disse que “estabelece uma administração palestina tecnocrática de transição em Gaza” e iniciaria o processo de desarmamento e reconstrução.
O órgão palestino terá 15 membros e será liderado por Ali Shaath, um ex-vice-ministro da Autoridade Palestina apoiada pelo Ocidente que foi responsável pelo desenvolvimento de zonas industriais, de acordo com uma declaração conjunta dos mediadores Egito, Catar e Turquia.
Um alto funcionário do Hamas saudou ontem a formação do comité tecnocrático, dizendo que ajudaria a consolidar o cessar-fogo e evitaria o regresso aos combates.
Israel e o Hamas assinaram em Outubro o plano de Trump, que afirma que o órgão tecnocrata palestiniano será supervisionado pelo “Conselho de Paz” internacional que deverá governar Gaza durante um período de transição.
