O líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, reconheceu ontem as exigências económicas dos manifestantes no Irão, onde as manifestações se espalharam por mais de duas dezenas de cidades, ao mesmo tempo que advertia que não haveria quarto para os “desordeiros”.

Os protestos começaram no domingo como uma expressão de descontentamento relativamente aos preços elevados e à estagnação económica, mas desde então expandiram-se para incluir exigências políticas.

“O presidente e altos funcionários estão a trabalhar para resolver” as dificuldades económicas no país atingido por sanções, disse Khamenei num discurso.

“Os lojistas protestaram contra esta situação e isso é completamente justo”, acrescentou.

Mas Khamenei alertou, no entanto, que embora “as autoridades devam dialogar com os manifestantes, é inútil dialogar com os manifestantes.

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse na sexta-feira que os EUA estavam “armados, carregados e prontos para partir” se o Irã reprimisse os manifestantes, mas não especificou que medidas poderia tomar.

Pelo menos dez pessoas foram mortas nos protestos até agora, incluindo membros dos serviços de segurança, segundo fontes.

Os protestos concentraram-se principalmente em cidades de médio porte no oeste e sudoeste do Irã, onde foram relatados confrontos e vandalismo.

Nos últimos dias, os protestos assumiram uma tendência mais abertamente política. Em Karaj, nos arredores da capital, “algumas pessoas queimaram a bandeira iraniana, gritando ‘Morte ao ditador!’ e ‘Esta não é a última batalha, Pahlavi está voltando!'”, relatou Fars, acrescentando que outras pessoas na multidão se opuseram aos slogans.

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